
| 24.10.2006 |
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| Visitei nesta terça-feira (24/10) a Usina Bom Retiro, em Capivari (próximo a Piracicaba, São Paulo), para ver der perto a produção de açúcar e etanol. Trata-se de uma usina pequena, que produz apenas 300 mil litros de etanol por dia. Ela pertence ao grupo Cosan, dono de 17 unidades industriais, que transformam 37 milhões de toneladas de cana em açucar e álcool na safra 2006. A Bom Retiro fica em meio a um mar verde de cana-de-açúcar que "inunda" toda a região e passa a impressão de que o Brasil realmente vive um novo ciclo deste produto. Com uma diferença essencial em relação ao período colonial: a produção é cada vez mais mecanizada e o trabalho escravo – garatem os usineiros – não existe mais. Embora as denúncias sobre sua existência em algumas regiões do país persistam. ![]() Lamentavelmente não consegui ver cortadores de cana em atividade na Bom Retiro. A máquina na foto acima faz a tarefa antes executada por 400 canavieiros. Os trabalhadores com os quais conversei (nos alojamentos) estavam satisfeitos com a empresa. Admitiram que o trabalho é "duro, mas melhor do que nada". Os usineiros estão eufóricos com a perspectivas do setor, como mostram algumas projeções da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo):
O ex-proprietário e atual gerente da Bom Retiro, Laerte Forti Júnior, admitiu que, em termos de balanço ambiental, ainda há muito que melhorar na produção do açúcar e do álcool. Não na usina dele, mas em outras, sobretudo, naquelas que se instalam em regiões sem tradição canavieira. |
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