o problema do Brasil, nunca foi de riqueza ou falta dela, foi sim e é a forma como ela é tratada pela sociedade e pelos políticos de plantão como ave de rapina.
Como pode um país que é auto-suficiente no campo energético, mineral e alimentar não ser um país rico.
o que é ser primeiro mundo.
casas para todos, escolas, hospitais, segurança, tecnólogia, sem as coisas acima mencionadas.
o que devemos e temos que é colocar os pingos nos ís, valorizar quem trabalha, quem da duro, em detritemento de quem só especula, só isso, o tempo será o fiel da balança, quem viver, verá...
como será a sociedade "do primeiro mundo", sem água, ou com água contaminada, sem florestas tropicais e só com florestas reflorestadas, isso é primeiro mundo.
Pego um exemplo prático, tinha um patrão, que toda vez que se ia pedir aumento aliás patrão esse com sobrenome alemão Roesler, sempre dizia que tinha primeiro engordar a vaca, para depois destribuir o leite.
De tanto engordar a vaca, a vaca se estragou e está ficando sem ninguem nem com o leite, nem com a vaca., o tempo é o fiel das coisas, quem viver, verá.
Para reflexao:
A derrota do candidato Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência da República era esperada. O encolhimento de sua votação no segundo turno, não. A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito presidencial de 2006 seguiu a orientação lógica da política. Seu balaio de mais de 58 milhões de votos, não. Alckmin e uma banda do PSDB que seguiram ternamente a doce melodia da oposição feroz entabulada pelo PFL no Congresso e se descobriram enganados ao crer que aquela era uma agenda nacional saíram derrotados e estão desgovernados – sem trocadilhos. Lula e a turma da engenharia política que joga com ele dentro ou fora do PT saíram vitoriosos ante a aliança de tucanos e pefelistas e, sobretudo, ante o naco pragmático do Partido dos Trabalhadores que se achava amplamente vitorioso em 2002 e cria ter mandato para sair sapecando ilegalidades como a maluquice da forja de um dossiê contra adversários políticos.
Alckmin e os que ainda ecoam o discurso gasto do confronto e do embate institucional sem demarcação de fronteiras estavam aquém do país que emergiu das urnas do segundo turno. Lula e seu pequeno e suprapartidário conselho de engenheiros políticos têm de se descobrir maiores do que o PT e do que as mal fadadas práticas naturais do movimento sindical. Essa é a síntese do veredito das urnas do domingo 29 de outubro.
A julgar pelo bem calibrado, cuidadoso e amplo discurso de agradecimento de um Luiz Inácio Lula da Silva que carregava no semblante as marcas do agradecimento ao falar pela primeira vez depois de consagrado nas urnas, na mesa improvisada de um salão de hotel em São Paulo, o presidente da República entendeu as razões do calvário a que foi submetido no curso de um ano e oito meses. Naquele vasto grupo de petistas que se acotovelavam em torno de um revigorado Lula era notável a ausência de barbas iconográficas e de cenhos crispados. Havia um sutil alívio pelo tamanho acachapante da vitória, o que em si já garante a distensão necessária ao diálogo institucional, e, sobretudo, havia um grupo a circundar Lula que o admirava como líder. Apesar de todas as qualidades políticas que José Dirceu de Oliveira e Silva tem, e revogadas todas as paixões do que se arvoram contra essa evidência, ele as tem; José Dirceu sempre quis ser uma espécie de tutor político do presidente da República. Em um restrito raio de ação, dentro da esfera exclusiva da área econômica, Antonio Palocci também acreditou que tinha a missão de tutelar Lula e seu governo e que isso lhe garantiria imunidade ante a oposição e frente à Fiesp. Os dois dançaram, a roda seguiu girando e Lula celebrou a reeleição sem sequer se referir a eles em seus discursos públicos ou privados de comemoração. Agora, os projetos de Dirceu e de Palocci passam a ter o tamanho restrito de suas biografias, e elas são disparadamente menores do que a biografia de Lula.
Mas o presidente da República não foi o único a revelar a compreensão da dimensão de seu papel depois da proclamação extra-oficial do resultado da eleição feita às 19h20min pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello. Geraldo Alckmin também se portou como um adversário leal na derrota. Qual nas democracias nórdicas, sequer esperou a contabilização de 90% dos votos para parabenizar o vitorioso. Isso é educação política e revela foco no papel institucional. Ao discursar como derrotado, mas em agradecimento ao povo que o consagrou como uma liderança nacional do PSDB, pois nos dois turnos ele venceu em mais Estados do que José Serra em 2002, Alckmin começou a sugerir que sabe refletir sobre os recados das urnas. Tinha a seu lado José Serra, um dos dois pólos de poder em dos quais a oposição necessariamente irá gravitar. O outro pólo é Aécio Neves. Ambos têm condição de executar nos Estados que vão governar (Aécio pela segunda vez consecutiva, completando uma obra) uma fabulosa obra de administração pública e sabem o papel institucional que o destino lhes reservou. Nenhum deles endossa esse jeito de fazer oposição com caninos cerrados, com muito fel e com pouco cérebro que vigorou em Brasília na esteira da histeria de CPIs. Alckmin, ao ter Serra a seu lado, e só ele, revelou mais do que maturidade política para passar recados – demonstrou que pode ter escolhido o seu lado na luta intestina e silenciosa em que o PSDB mergulhará até janeiro de 2007. Aqueles que desejarem seguir na linha do confronto estarão fora do jogo de oposição que será protagonizado por Serra e por Aécio e que, ao que tudo indica, terá em Geraldo Alckmin um poderoso coadjuvante a pender ora para um lado, ora para outro. Nesse cenário, quem parece estar sendo lançado ao mar como peso morto é a banda de música de um PFL arcaico que só não foi vastamente humilhado pelas urnas de 2006 por causa da eleição solitária de um governador no Distrito Federal. Há boas cabeças e bons quadros políticos no PFL, mas eles não estavam de plantão no curso dos embates congressuais dos últimos meses nem nos palanques da campanha presidencial. Urge que voltem à cena, pois são indispensáveis e um governo que se quer sério precisa tê-los na oposição.
Como pode um país que é auto-suficiente no campo energético, mineral e alimentar não ser um país rico.
o que é ser primeiro mundo.
casas para todos, escolas, hospitais, segurança, tecnólogia, sem as coisas acima mencionadas.
o que devemos e temos que é colocar os pingos nos ís, valorizar quem trabalha, quem da duro, em detritemento de quem só especula, só isso, o tempo será o fiel da balança, quem viver, verá...
como será a sociedade "do primeiro mundo", sem água, ou com água contaminada, sem florestas tropicais e só com florestas reflorestadas, isso é primeiro mundo.
Pego um exemplo prático, tinha um patrão, que toda vez que se ia pedir aumento aliás patrão esse com sobrenome alemão Roesler, sempre dizia que tinha primeiro engordar a vaca, para depois destribuir o leite.
De tanto engordar a vaca, a vaca se estragou e está ficando sem ninguem nem com o leite, nem com a vaca., o tempo é o fiel das coisas, quem viver, verá.
A derrota do candidato Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência da República era esperada. O encolhimento de sua votação no segundo turno, não. A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito presidencial de 2006 seguiu a orientação lógica da política. Seu balaio de mais de 58 milhões de votos, não. Alckmin e uma banda do PSDB que seguiram ternamente a doce melodia da oposição feroz entabulada pelo PFL no Congresso e se descobriram enganados ao crer que aquela era uma agenda nacional saíram derrotados e estão desgovernados – sem trocadilhos. Lula e a turma da engenharia política que joga com ele dentro ou fora do PT saíram vitoriosos ante a aliança de tucanos e pefelistas e, sobretudo, ante o naco pragmático do Partido dos Trabalhadores que se achava amplamente vitorioso em 2002 e cria ter mandato para sair sapecando ilegalidades como a maluquice da forja de um dossiê contra adversários políticos.
Alckmin e os que ainda ecoam o discurso gasto do confronto e do embate institucional sem demarcação de fronteiras estavam aquém do país que emergiu das urnas do segundo turno. Lula e seu pequeno e suprapartidário conselho de engenheiros políticos têm de se descobrir maiores do que o PT e do que as mal fadadas práticas naturais do movimento sindical. Essa é a síntese do veredito das urnas do domingo 29 de outubro.
A julgar pelo bem calibrado, cuidadoso e amplo discurso de agradecimento de um Luiz Inácio Lula da Silva que carregava no semblante as marcas do agradecimento ao falar pela primeira vez depois de consagrado nas urnas, na mesa improvisada de um salão de hotel em São Paulo, o presidente da República entendeu as razões do calvário a que foi submetido no curso de um ano e oito meses. Naquele vasto grupo de petistas que se acotovelavam em torno de um revigorado Lula era notável a ausência de barbas iconográficas e de cenhos crispados. Havia um sutil alívio pelo tamanho acachapante da vitória, o que em si já garante a distensão necessária ao diálogo institucional, e, sobretudo, havia um grupo a circundar Lula que o admirava como líder. Apesar de todas as qualidades políticas que José Dirceu de Oliveira e Silva tem, e revogadas todas as paixões do que se arvoram contra essa evidência, ele as tem; José Dirceu sempre quis ser uma espécie de tutor político do presidente da República. Em um restrito raio de ação, dentro da esfera exclusiva da área econômica, Antonio Palocci também acreditou que tinha a missão de tutelar Lula e seu governo e que isso lhe garantiria imunidade ante a oposição e frente à Fiesp. Os dois dançaram, a roda seguiu girando e Lula celebrou a reeleição sem sequer se referir a eles em seus discursos públicos ou privados de comemoração. Agora, os projetos de Dirceu e de Palocci passam a ter o tamanho restrito de suas biografias, e elas são disparadamente menores do que a biografia de Lula.
Mas o presidente da República não foi o único a revelar a compreensão da dimensão de seu papel depois da proclamação extra-oficial do resultado da eleição feita às 19h20min pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello. Geraldo Alckmin também se portou como um adversário leal na derrota. Qual nas democracias nórdicas, sequer esperou a contabilização de 90% dos votos para parabenizar o vitorioso. Isso é educação política e revela foco no papel institucional. Ao discursar como derrotado, mas em agradecimento ao povo que o consagrou como uma liderança nacional do PSDB, pois nos dois turnos ele venceu em mais Estados do que José Serra em 2002, Alckmin começou a sugerir que sabe refletir sobre os recados das urnas. Tinha a seu lado José Serra, um dos dois pólos de poder em dos quais a oposição necessariamente irá gravitar. O outro pólo é Aécio Neves. Ambos têm condição de executar nos Estados que vão governar (Aécio pela segunda vez consecutiva, completando uma obra) uma fabulosa obra de administração pública e sabem o papel institucional que o destino lhes reservou. Nenhum deles endossa esse jeito de fazer oposição com caninos cerrados, com muito fel e com pouco cérebro que vigorou em Brasília na esteira da histeria de CPIs. Alckmin, ao ter Serra a seu lado, e só ele, revelou mais do que maturidade política para passar recados – demonstrou que pode ter escolhido o seu lado na luta intestina e silenciosa em que o PSDB mergulhará até janeiro de 2007. Aqueles que desejarem seguir na linha do confronto estarão fora do jogo de oposição que será protagonizado por Serra e por Aécio e que, ao que tudo indica, terá em Geraldo Alckmin um poderoso coadjuvante a pender ora para um lado, ora para outro. Nesse cenário, quem parece estar sendo lançado ao mar como peso morto é a banda de música de um PFL arcaico que só não foi vastamente humilhado pelas urnas de 2006 por causa da eleição solitária de um governador no Distrito Federal. Há boas cabeças e bons quadros políticos no PFL, mas eles não estavam de plantão no curso dos embates congressuais dos últimos meses nem nos palanques da campanha presidencial. Urge que voltem à cena, pois são indispensáveis e um governo que se quer sério precisa tê-los na oposição.
PAZ DE ESPIRITO