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Marcos Rangel, guia da Exotic Tours, levou-me para conhecer "sua" Rocinha, onde nasceu e mora há 40 anos. Mostrou-me as entranhas da maior favela da América Latina. "Aqui dentro posso garantir sua segurança, lá fora não", avisou.
Há muito, a favela virou bairro operário, com completa infra-estrutura de comércio e serviços, inclusive com shopping center próprio. As clínicas do morro, mais baratas do que as da cidade, chegam a ser procuradas por moradores de bairros abastados do Rio, conta-me Marcos.
É claro que o problema das gangues do tráfico persiste. Vi gente armada circulando "numa boa" entre pedestres. Passei por "bocas de fumo", onde é proibido fotografar.
Não fui ameaçado pelo "poder paralelo". A única ameaça que sofri foi de um policial, que me mandou apagar uma foto que eu havia tirado de uma viatura estacionada no ponto de táxi da favela. Saí de lá com a sensação de que a polícia é um perigo. |
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