25.09.2009  
     
 
A equipe fantástica
 
  Já faz quase uma semana que estamos percorrendo o Paraguai – sempre à procura das melhores imagens, das melhores tomadas e das pessoas mais interessantes para entrevistar. Queremos conhecer o país a fundo. O que seus habitantes sentem e pensam? Onde é que se entrecruzam suas biografias tão diversas? O que um sabe do outro, como o imigrante alemão que chegou ao país há 15 anos, e os colonos nos assentamentos na periferia de Assunção; ou a apresentadora da rádio ZP30, em Filadelfia, a capital do Chaco, e nosso motorista, que a qualquer hora do dia, e se necessário também da noite, nos leva a todo lugar em Assunção e arredores.

Esse laboratório de pesquisa e produção só se realiza com uma boa equipe, onde cada um conta com o apoio dos outros e o trabalho de cada um é respeitado e valorizado.

Os integrantes dessa equipe são:
Christian, o produtor e gênio da organização. Ele conhece a metade da população do Paraguai, ou por parentesco ou através de alguém que conhece alguém que... Se precisamos de uma permissão para filmar do alto de um edifício em Assunção, Christian resolve isso em menos de meia hora. Se precisamos de um veículo que levante a poeira nas ruas desertas do Chaco, Christian senta-se ao volante, acelera e passa por nós a toda velocidade. "No Chaco, um carro sujo de lama é questão de honra", é o seu lema.




Sergio, o cameraman, define o ritmo do filme. Luz e contra-luz, captar movimentos, contar histórias através das imagens – essa é a sua paixão. Não luta apenas contra o sol, a poeira e a falta d'água, mas contra todos os inconvenientes que apresenta a viagem. Viajamos num carro em que só se consegue ver através do para-brisa. As janelas laterais e a traseira estão cobertas de barro – graças às artes de condução de Chrisitan (sic!). Na falta de visibilidade através dos vidros, Sergio também sobe no teto do carro. Somente depois de dez horas de trabalho, quando confere que o material filmado é satisfatório, Sergio fica tranquilo – "foi um bom dia", diz.




Javier, o técnico de som e sobretudo fotógrafo, é também quem documenta esta viagem. Além de carregar os microfones, a vara, o tripé e as baterias, leva seu equipamento de fotógrafo. Ele é um descobridor nato – pores do sol ardentes, pétalas transparentes, faces nas quais a vida deixou sua marca, crianças sorridentes – nada escapa a seu olhar. E para conseguir uma boa foto embrenha-se a pé pelo matagal espinhoso da planície poeirenta do Chaco – e volta dizendo, como se nada fosse, que uma serpente o mordeu – mas era pequenininha, coisa à toa...




Tanja, a redatora da DW-TV. Esta é a sua primeira vez no Paraguai. Ainda a esperam Bolívia, Peru e Equador. Depois de uma semana com essa equipe, quase nada consegue assustá-la. Histórias sobre piranhas, mosquitos ou falta d'água no Chaco, onde está proibido tomar banho, já não a impressionam. A situação não pode ser tão dramática assim. E se fosse realmente, então temos um bom tema para as nossas reportagens.


 
 
 
Mirjam Gehrke 25.09.2009, 03:01 # 0 comentários
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