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		<title>Da Terra do Fogo a Tijuana Blog | DW-WORLD</title>
		<description>Deutsche Welle: - News, Analysis and Service from Germany and Europe - in 30 Languages</description>
		<language>pt_BR</language>
		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/</link>
		<item>
			<title>Gringos loucos</title>
    		<description>Segunda-feira pela manhã: no bairro de migrantes Colonia Obrera. Em meio à névoa as mães levam seus filhos para o primeiro dia de escola. Levantamos cedo para filmar a fronteira dos EUA e agora, estamos aguardando numa escola o hasteamento da bandeira. Um mastro vazio aparentemente espera para cumprir sua função.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao fundo, muitas casas pobres: uma imagem diz mais do que mil palavras.&lt;br /&gt;
As crianças cantam o hino nacional em espanhol e mixteco; é uma escola bilíngue para migrantes indígenas. Elas carregam a bandeira para lá e para cá, entregando-a finalmente à professora, que por sua vez, não hasteia a bandeira, mas a leva de volta para dentro da escola. Não entendemos muito, mas foi bonito de se ver.&lt;br /&gt;
Depois, as crianças: fora nome e idade, infelizmente elas respondem a todas as outras perguntas com &quot;não sei&quot;. Não basta para formar uma imagem da juventude.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Chance perdida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos ao hotel, para finalmente, às 11:30 h, tomar o café da manhã. Depois fizemos uma pequena pausa. De tarde fomos para o aeroporto. Precisamos de imagens para a nossa aterrissagem, pois na chegada não se via nada além de nuvens. Andamos por todo o aeroporto e nos demos conta que, durante os 45 minutos, nenhum avião havia pousado. Finalmente encontramos uma passagem para pedestres, com boa vista para a pista de aterrissagem. Mal colocamos a câmera sobre o tripé, e lá vinha um avião! Hans-Jürgen aperta o botão e... começa de repente a gritar: &quot;A distância focal! A distância focal!&quot; Para filmar o rosto das crianças, ele a havia deslocado ligeiramente, e assim perdemos a chance de filmar o único avião da tarde. O que foi confirmado pelos trabalhadores, que estavam ali e haviam acompanhado a nossa tentativa fracassada. Mas tarde, pensei: acho que reforçamos um ou outro preconceito sobre o &quot;gringo loco&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltamos frustrados para o centro da cidade. Ali, fingindo ser um grupo de turistas, filmamos com a câmera pequena, tentando chamar a menor atenção possível. No entanto, três homens de cabeça raspada não queriam ser filmados e desapareceram rapidamente na esquina, telefonando.&lt;br /&gt;
Lembrando da história do colega da DW, decidimos sair o mais rápido dali, antes que os carecas chamassem reforço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Tudo bem quando acaba bem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em compensação, o céu começou a sorrir. Fomos para a praia. E realmente já havia ali um bom número de pessoas reunidas para ver o pôr do sol. Um grupo de japoneses ouvia atentamente o que um cientista do famoso Colegio de la Frontera Norte dizia. Este nos explicou em seguida, diante da câmera, que a América Latina terminava ali apenas geograficamente. Culturalmente ela ainda seguia até o Canadá. Mesmo assim, para nós, tudo acaba ali, penso eu; e aí chega o grande momento: o sol se põe; à direita, a cerca; à esquerda, o mar. A última imagem, ao fim de um longo período de filmagens, de um longo dia, e ao fim da viagem.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8346.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Céu encoberto</title>
    		<description>O domingo: a dentista nos convidou para nos mostrar um pouco a região. Vamos em direção a Ensenada, seguindo ao longo da costa repleta de construções. Faz sol. Esperamos que o tempo continue assim. Em Baja, na área vinícola, faz muito calor. Na volta paramos em um dos restaurantes de lagostas e rodamos com sol brilhando uma pequena entrevista diante do mar azul radiante. Dispensamos a sobremesa para não perder o pôr-do-sol; até Tijuana são ainda 70 quilômetros.&lt;br /&gt;
Depois de 20 quilômetros de céu esplêndido, começa a nublar. Mais 10 quilômetros e o céu está cinza. Não tem jeito.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8279.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Tijuana: caça perigosa ao pôr do sol</title>
    		<description>As palavras de Maik Fischer, da assessoria de imprensa da embaixada alemã na Cidade do México, continuam soando em nossos ouvidos: &quot;Tomem cuidado quando seguirem para o norte!&quot; Ali, cada cidade é mais perigosa do que a outra, sobretudo Tijuana.&lt;br /&gt;
O colega da DW Matthias Kopp também nos contara suas experiências negativas ao filmar no centro de Tijuana. Apesar de ter permissão para filmar, todo o seu equipamento foi confiscado por obscuras figuras uniformizadas. Estávamos avisados.&lt;br /&gt;
E de mau-humor, dado que nosso avião atravessou nuvens cinzentas para aterrissar numa área ainda mais cinzenta e sombria, estragada pelas construções. Não apenas a luz era opressiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dentista Socorro Becerril, com quem marcáramos encontro em Playas de Tijuana para discutir a filmagem no dia seguinte, saudou-nos com a seguinte frase: &quot;Aqui quase nunca chove em agosto. Foram certamente vocês que trouxeram a chuva!&quot; Nós a acompanhamos pelos poucos metros que separam seu consultório de uma praia do Pacífico, onde a cerca da fronteira entre o México e os EUA desaparece no mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Ver o pôr do sol daqui, é maravilhoso&quot;, diz ela. Surge ali a ideia para uma boa imagem final: estamos no país mais ao norte, no extremo norte da América Latina, na verdade, ela termina aqui, onde a cerca e o oceano se encontram. E também a nossa série inteira acaba aqui; o sol se põe, algo se conclui, uma ótima metáfora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Cinza sobre cinza&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cinza sobre cinza, infelizmente. A dentista me mostra em seu celular a previsão do tempo para os próximos dias: sexta-feira – nublado; sábado – encoberto; domingo – sol. Bastante promissor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No sábado cedo, filmamos em seu consultório. Ela está tratando de um mexicano emigrado para os EUA que não pode pagar um tratamento dentário lá. Seguimos depois para o deserto, à procura de um típico cacto mexicano. Só que em vão, pois o deserto aqui é pedregoso. Tudo bem, não queremos mesmo reforçar os clichês, dizemos para nos consolar. E também não vamos conseguir filmar o sol se pondo. Estamos longe demais, as estradas não são muito boas e, além de tudo, a costa inteira está coberta pela névoa.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8345.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Tepoztlán: pena que não existe televisão com sabor</title>
    		<description>Ainda com as imagens dos dançarinos astecas na cabeça e com a esperança de que se chegue a um acordo salarial na Volkswagen, partimos para Tepoztlán. A cadeia de montanhas da região é impressionante.&lt;br /&gt;
No caminho, vemos, ao lado do desenho de um &quot;brezel&quot;, uma tabuleta em alemão: Biergarten. A decisão não foi difícil. Pouco tempo depois, estamos bebendo a cerveja da casa, sentados à mesa com Giacomo, um padeiro alemão que vive aqui. Pouco antes da segunda cerveja ele ainda traz para nossa mesa alguns &quot;brezels&quot; feitos por ele. Ele nos conta de suas viagens, fala das casas que constrói durante a semana e do seu Biergarten, que abre nos fins de semana. Combinamos filmar uma história com ele. Pena que não existe televisão com sabor, pois gostaríamos de passar para o telespectador o gosto dessa combinação de cerveja de barril e brezels frescos, sem sal grosso em cima.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto estamos gravando as últimas imagens de Giacomo em uma das casas construídas por ele, ouvimos pelo rádio que começou uma greve na Volkswagen. VW, adeus! Vamos para a etapa final em Tijuana.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8308.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Miramos em Puebla, acertamos em Cholula</title>
    		<description>A Volkswagen do México é uma empresa de peso para a economia em toda a América do Norte. Há anos, a fábrica de Puebla determina o ritmo do setor automobilístico no México. Sem falar da sua importância para a cidade de Puebla. Uma semana antes de nossas filmagens, o grupo anunciara a intenção de investir 1 bilhão de dólares na fábrica de Puebla. Uma decisão de grande alcance, que não poderíamos deixar de acompanhar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O contato com a assessoria de imprensa correu muito bem. Estavam previstas filmagens numa linha de montagem, além de uma entrevista com um excelente representante da administração, o que soava muito bem. Mas aí nos perguntam se não poderíamos filmar uma semana antes, pois as negociações salariais estavam para começar. Mas infelizmente na semana em questão tínhamos planejado as tomadas aéreas em Yucatán, e todas as outras filmagens complementares em terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Decidimos apostar num final feliz para as negociações salariais, mas independente disso, ir à Puebla. Ficamos encantados com o toque colonial do centro histórico e suas casas inspiradas tanto em modelos mouros quanto franceses. Altares completamente revestidos de ouro falavam de um rico passado. Aconselharam-nos a visitar a pequena cidade vizinha de Cholula. Ali, no topo de uma antiga pirâmide indígena, encontra-se uma igreja, símbolo palpável da conquista do México.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da pirâmide, um grupo de pessoas dançava em círculo, passos complicados ao ritmo simples de um tambor de madeira entalhada. Um rapaz de cabelos longos nos explica que são antigas danças astecas. Uma imagem tão bonita, que começamos imediatamente a filmar. O público também ensaia alguns passinhos, com maior ou menor sucesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o dia seguinte, marcamos um encontro com Izkuintle, o dançarino principal, para saber mais sobre o assunto. Ele nos convida para ir a sua casa. Sua pequena oficina está cheia, do chão até o teto, de objetos indígenas: penas, pedaços de madeira, ossos, crânios e etc. Quase não podíamos nos virar com a câmera grande. E, no entanto, a entrevista que fizemos com ele e sua mulher Luz tornou-se uma interessante conversa sobre o cultivo de tradições em parte desaparecidas, e a vida numa sociedade mexicana que prefere negar seu passado indígena.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8344.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Exatidão alemã, flexibilidade mexicana</title>
    		<description>A Profepa, Procuradoria Federal de Proteção ao Ambiente, havia nos prometido imagens aéreas da península de Yucatán. &quot;Voamos para lá uma vez por mês, vocês podem vir junto sem problemas&quot;, era o que sempre se escutava durante os nossos preparativos. E realmente não houve problemas, mas só até uma semana antes do dia marcado para as filmagens. Uma bióloga chamada Ximena, que até então nunca fora mencionada, pergunta por e-mail se não podemos filmar uma semana antes ou depois, pois na quinta-feira combinada não seria possível. &quot;Laissez-faire&quot; mexicano. Na verdade, algo bastante comum, mas com uma agenda tão cheia e um único celular funcionando parcialmente, acabou sendo um tanto problemático, sim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois de muita conversa para lá e para cá, ficou claro que, ao contrário do que pensávamos anteriormente, não se tratava de um avião do governo, mas sim de um avião alugado por uma ONG, com a qual a Profepa fizera um tipo de acordo para pesquisas. A bióloga Ximena, da ONG Amigos de Sian Kaán, procura para nós uma companhia de táxi aéreo alternativa, mas que sairá bem mais caro. Engolimos em seco e nos propomos a pagar a diferença&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Afinal, imagens aéreas são sempre bem-vindas numa grande reportagem; além disso podemos filmar da perspectiva do controle aéreo dos mangues, um ponto importante nesta parte do filme que estamos fazendo. A data originalmente marcada para sobrevoar a região se aproxima, os problemas acumulam: o avião deve partir de Cancún, e não mais da Playa del Carmen, situada mais ao sul, a uma hora de distância, de carro. E tínhamos nos mudado para lá, deixando Cancún, um dia antes da filmagem, com hotel reservado (exatidão alemã) – por causa do voo, naturalmente. Então, finalmente, na véspera do voo chegou o redentor &quot;OK&quot;. No fim, tudo deu certo. Graças à flexibilidade mexicana, entre outras coisas.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/mexico/1.8338.html</link>
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