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		<title>Da Terra do Fogo a Tijuana Blog | DW-WORLD</title>
		<description>Deutsche Welle: - News, Analysis and Service from Germany and Europe - in 30 Languages</description>
		<language>pt_BR</language>
		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/</link>
		<item>
			<title>Uma cidade de contradições</title>
    		<description>Em dezembro, acontecerão as eleições gerais na Bolívia. Pela primeira vez na história do país, todos os eleitores serão cadastrados num registro eletrônico. O que leva a oposição a farejar fraude e manipulação por parte do governo socialista de Evo Morales. Segundo a versão oficial, dessa forma pela primeira vez todos os eleitores poderão exercer efetivamente seu direito democrático. Tal diz respeito sobretudo aos muitos analfabetos nas zonas rurais, que até então nunca participaram das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, o voto na Bolívia é obrigatório. Ao cumprir seu dever eleitoral, cada cidadão recebe um comprovante de voto, sem o qual, mais tarde, ele não pode fazer nenhuma transação bancária, receber a aposentadoria, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A batalha eleitoral é travada nas ruas, com prazer, a todo volume e extensamente. Sob grande aclamação e nos ombros de seus partidários, René Joaquino é carregado para fora do Parlamento, e depois pelas ruas da cidade. Ex-prefeito de Potosí, Joaquino é descendente de índios, como o presidente Evo Morales. Ele é de origem humilde, como o presidente Evo Morales. E em dezembro, concorre à presidência da República, contra o presidente Evo Morales.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A passeata triunfante de Joaquino provoca a reação imediata dos partidários do governo, que numa esquina da Plaza Murillo vociferam, lutando pela audiência – até Joaquino desaparecer de vista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Próximo ato: entra em cena o ministro do Exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Logo ao deixar o prédio do governo, David Choquehuanca é rodeado por jornalistas, câmeras de televisão e microfones, e bombardeado de perguntas. Ele as responde em voz tão baixa, que só mais tarde, ao escutar as gravações, é que se consegue entender suas declarações: o governo defende a unidade da nação, o desenvolvimento, a reconquista da soberania nacional em relação aos recursos naturais, a Bolívia é na verdade um país rico... Muito disso já ouvimos nestes últimos dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De tarde, encontro com Beatriz Canedo Patiño, a estilista de moda mais célebre da Bolívia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela utiliza apenas lã de alpaca de qualidade nobre na confecção de peças de vestuário ainda mais nobres e valiosas para uma rica clientela nacional e internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante da câmera, ficamos conhecendo uma charmosa dama do mundo, que em inglês fluente fala sobre a difícil indústria da moda, de tecidos nobres e de sua identidade boliviana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Depois das filmagens, com a testa enrugada de preocupação, ela diz que a Bolívia caiu nas mãos erradas, e se nada mudar nas eleições de dezembro, ela então terá de pensar por quanto tempo ainda consegue trabalhar no país. A sua definição de riqueza, soberania e progresso, evidentemente, não coincide com a do governo.&lt;br /&gt;
</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8452.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Bem-vindos a La Paz</title>
    		<description>A cidade não é a capital da Bolívia, porém, como sede do governo, é a metrópole mais importante do país, com 1 milhão de habitantes. La Paz se encontra num vale, a 3.600 metros de altitude. Um mar de casas de tijolos cobre os montes com uma camada avermelhada, como se uma maré vermelha subisse pelas colinas. A primeira impressão da cidade vista de cima é impressionante. Dessa perspectiva, ela poderia fazer jus ao seu nome: La Paz realmente parece pacífica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguimos para o centro. Em poucos minutos, descemos uns 600 metros, até chegar ao coração da cidade – um coração que bate descontroladamente. Nas ruas que ora sobem, ora descem as altas colinas, mas que nunca são planas, miniônibus, carros, táxis, motos, vendedores ambulantes, pedestres apressados e camelôs vendendo todo tipo de produtos competem pelo pouco espaço. Na melodia da cidade destacam-se os &quot;voceadores&quot;, que anunciam o trajeto e o ponto final dos miniônibus; o compasso é marcado pelas eternas buzinas dos carros, que chegam a poucos centímetros uns dos outros e, como que por magia, não chegam a se encostar. Os sinais vermelhos parecem pouco impressionar os motoristas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ansiosa geografia da cidade, onde tudo parece querer irromper do fundo do vale, impõe um ritmo lento e pausado aos forasteiros. Depois de meio quarteirão morro acima, a Pacha Mama (a Mãe Terra) impõe uma pausa para tomar ar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao cair da noite, também a cidade parece descansar, o ritmo frenético de suas atividades diminui, e La Paz cobre-se com um manto de veludo negro, bordado de pérolas douradas...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... assim como fazem as &quot;cholitas&quot;, as mulheres aymaras, que exibem elegantes xales bordados, como parte de seu traje tradicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8451.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Sal ou leite?</title>
    		<description>Depois de seis horas de viagem, partindo de Potosí através das montanhas, percorrendo caminhos situados a 4.200 metros de altitude, chegamos em Salar de Uyuni. A salina tem 12 mil quilômetros quadrados – um mar branco e petrificado que brilha e cintila sob o imenso céu azul.&lt;br /&gt;
Aqui estão armazenadas as maiores reservas de lítio do mundo, estimadas em cerca de 600 milhões de toneladas. A Bolívia decidiu extrair e processar ela mesma o mineral de grande importância na fabricação de baterias para automóveis. O país quer administrar suas riquezas por conta própria, e não entregar novamente os lucros aos investidores estrangeiros. Porém, até agora, há apenas uma unidade experimental. Aqui procura-se descobrir a melhor forma de evaporar a solução salina para obter a maior concentração de lítio possível. No momento, o empreendimento parece um pouco precário. Entretanto, mais importante do que o sucesso econômico é o progresso para a nação boliviana, nos assegura o diretor da fábrica, um fervoroso adepto do presidente Evo Morales.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A solução salina é colocada em bacias de plástico para evaporar, a fim de obter a maior concentração de lítio possível:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Em toda parte, no Salar de Uyuni, são feitas perfurações à procura de grandes concentrações de lítio:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Porém, muito mais impressionante do que a produção de lítio é a beleza natural do mar de sal:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Uma das lendas sobre o surgimento desse mar conta que o vulcão Tunupa, situado à beira norte do Salar de Uyuni, já foi uma mulher. Ela tinha um filho, que amamentava. Roubaram-lhe a criança, mas seu leite continuou jorrando, derramando-se por toda a planície.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8434.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>O milagre de Potosí</title>
    		<description>Aconteceu o que não podia acontecer: a câmera quebrou. Pode ter sido por causa da altitude ou pelo desgaste natural, fato é que estávamos no meio de uma filmagem num colégio de Potosí. Nesta cidade existe uma organização muito forte de meninos e meninas trabalhadores. Eles se reúnem regularmente para falar de suas condições de trabalho e formação, para formular suas exigências diante de uma sociedade que, por um lado, precisa deles como mão-de-obra, e por outro necessita de jovens com boa formação, aptos a se tornar profissionais um dia. Conhecemos Reina (&quot;Rainha&quot;: que nome mais bonito!), uma jovem de 17 anos que trabalha como empregada doméstica pela manhã, e pela tarde, vai à escola. Seus deveres de casa, ela tem que fazer de noite. Ela nos conta a sua história com uma desenvoltura e segurança impressionantes diante da câmera, rodeada por suas companheiras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
E assim, em plena filmagem, a câmera deixou de funcionar – o final frustrante de um dia que tinha sido tão proveitoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais tarde nos perdemos pelo labirinto do mercado municipal de Potosí, onde se vende xampu, cópias de DVDs, verduras, roupas, cestos, sapatos e um sem fim de outros artigos, numa confusão de cores. Na parte de carnes, se oferece de tudo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Num canto encontram-se as vendedoras de folhas de coca:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
No andar superior estão os alfaiates que, dentro de poucos dias, confeccionam roupas sob medida. E ao fundo, encontramos uma lojinha, de mais ou menos 4 metros quadrados, onde se consertam relógios, celulares e rádios. Essa é a nossa salvação! O engenheiro eletrônico pega a câmera com entusiasmo, a desmonta peça por peça... e encontra o problema. Ele tira cabos e todo tipo de peças de reposição de dentro de suas incontáveis gavetinhas. Não há peça de marca ou parafuso que ele não encontre. Ele consegue fazer até a solda mais delicada, e não há pecinha, por menor que seja, que ela não consiga limpar. O celular que devia consertar hoje fica adiado para amanhã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Depois de três horas de trabalho detalhado e minucioso, a câmera volta a funcionar. A criatividade e engenho bolivianos salvaram a nossa viagem a Salar de Uyuni.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8433.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Ao pé do Cerro Rico</title>
    		<description>Uma vez, Potosí já foi a cidade mais rica do mundo. Os espanhóis descobriram o tesouro do Cerro Rico e exploraram as jazidas de prata, com que se financiou a vida nas cortes da Europa. Naquela época o Cerro Rico, que domina a cidade com sua silhueta multicor, tinha 5 mil metros de altura.&lt;br /&gt;
Hoje a montanha está exaurida. Já não se encontra quase prata, e está tão esburacada por dentro que parece um queijo suíço. Por causa dos frequentes desmoronamentos das minas antigas, o Cerro Rico está encolhendo, medindo hoje apenas 4.800 metros de altura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
A prata foi uma maldição para os indígenas de Potosí. Durante os primeiros anos de colonização espanhola, morreram 8 milhões de pessoas. Com a prata de Potosí teria sido possível construir uma ponte do Cerro Rico à Espanha, dizem por aqui. E com os ossos dos mineiros mortos, mais outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Potosí é uma beleza áspera e um tanto tímida, da qual convém aproximar-se bem devagar – a 4 mil metros de altura, não se recomendam nem o passo acelerado nem &quot;as emoções fortes&quot;, nos dizem as pessoas do lugar. Porém, graças às folhas e ao mate de coca, o corpo ignora a escassez de oxigênio no ar. A oferta de folhas de coca no mercado da cidade é abundante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
... e dizem que as ruas de Potosí são tão estreitas, que aqui os cachorros só podem balançar o rabo para cima e para baixo.</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8423.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Sucre e os dinossauros</title>
    		<description>Sucre é impressionante. Sensacional. Linda e encantadora. Casas brancas em estilo colonial encontram-se por toda parte. Hoje tivemos uma entrevista com o presidente da universidade, uma das mais importantes da América Latina.&lt;br /&gt;
Depois fomos visitar o parque dos dinossauros, o Parque Cretácico.&lt;br /&gt;
Pouco conhecido no exterior, mas é uma verdadeira sensação. Durante as obras para a construção de uma gigantesca fábrica de cimento, foram encontradas cerca de 5 mil pegadas de dinossauros, com mais de 68 milhões de anos.&lt;br /&gt;
Naquele tempo, os dinossauros atravessavam a planície em direção ao lago, em busca de água. Com o passar dos anos, formaram-se ali os Andes, de modo que as pegadas, originalmente em posição horizontal, ficaram dispostas verticalmente, em paredes de 160 metros de altura, e se pode admirá-las perfeitamente, a partir do lado oposto. Em nenhum outro lugar do mundo há tantas pegadas de dinossauros como aqui. Incrível! Incrível! Incrível! Uma coisa imperdível para quem visita Sucre!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, quem quiser vê-las precisa se decidir rápido. As paredes estão rachando e vão provavelmente desabar nos próximos dez anos, é o que se teme por aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
P.S.:&lt;br /&gt;
Cresci no campo e tenho o senso de orientação infalível de uma escoteira valente. Mas aqui nesta cidade estou irremediavelmente perdida, tão complicados são os caminhos. Tudo é branco, colonial e muito, muito limpo.&lt;br /&gt;
Também não consigo me orientar pelo sol. Como estamos no hemisfério sul, ele gira na outra direção, de algum jeito. Ao meio-dia está no norte, não no sul, como na Alemanha. E por não estarmos muito longe do equador, na verdade, ele não está ao Norte, mas sim a pino no céu. Pois bem, então vou atrás dos outros...</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8424.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Sucre – berço da história</title>
    		<description>Sucre – berço da Independência da América Latina. Foi aqui onde há 200 anos, precisamente no dia 25 de maio de 1809, se lançou o primeiro grito de liberdade, dando início, em toda a América Latina, ao processo de independência em relação à Espanha.&lt;br /&gt;
Em Sucre respira-se essa história a cada passo. O centro histórico da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade em 1991, é um verdadeiro museu ao ar livre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
No entanto, a cidade não permaneceu no passado. Sede da segunda universidade mais antiga do continente americano, a de San Francisco Javier de Chuquisaca, fundada em 1642, ela dá a impressão de ser uma cidade estudiosa. E não é só nas salas das escolas e da universidade que se aprende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
Na faculdade de línguas visitamos o curso de alemão, onde os estudantes do primeiro ano lutam com as regras da gramática e com o vocabulário... e também um pouco com detalhes da geografia. À pergunta &quot;que cidades da Alemanha você gostaria de conhecer&quot;, um dos alunos responde, sem pensar duas vezes: &quot;Amsterdã!&quot;</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8422.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Voo perdido!</title>
    		<description>Normalmente, o voo de Assunção (Paraguai) para Sucre (Bolívia) dura apenas uma hora. Mas nós precisamos de dois dias para chegar de A a B. Pegamos o avião em Assunção, até ali estava tudo bem. Mas então, começaram os imprevistos: o voo não iria direto para Santa Cruz (&quot;surprise, surprise!&quot;), onde deveríamos pegar a conexão para Sucre, mas sim para Cochabamba.&lt;br /&gt;
De lá, o voo seguiu para Santa Cruz. Mas dali, não pudemos mais continuar a viagem para Sucre, pois havíamos parado em Cochabamba. Portanto tivemos de pernoitar em Santa Cruz. No dia seguinte, às 10 horas da manhã, deveríamos voar para Sucre. Porém o voo foi cancelado. Portanto tivemos de voltar ao aeroporto às 5 horas para voar para La Paz. O melhor de tudo: da Alemanha, a DW havia gentilmente trocado as reservas para nós e pago o voo. Mas aqui, de alguma mameira, o pagamento feito da Alemanha foi interpretado diferente. Ou seja, não podíamos entrar no avião se não pagássemos novamente uma taxa bastante alta. Afinal, o trajeto era mais longo. Sem palavras.&lt;br /&gt;
Em La Paz, descemos do avião quase desmaiados. O aeroporto fica a 4 mil metros acima do nível do mar, o oxigênio no ar é escasso, caminhar aqui é como pisar sobre algodão. Sergio estava tão pálido, que teve de ficar 10 minutos com a máscara de oxigênio no pronto socorro. Achei a coisa tão interessante que quis fazer também.&lt;br /&gt;
Depois nos deram um chá de coca. Perfeitamente legal. Ele deixa a pessoa mais acordada – e, de alguma forma, um pouco mais contente, também.&lt;br /&gt;
Mais tarde conseguimos ainda o nosso voo para Sucre. Mas não sem problemas. Os outros tinham ido na frente, e eu tive de ir sozinha para a pista de decolagem. Ali havia três aviões para escolher, e ninguém que me dissesse qual deles voava para Sucre. Bem, entrei em todos eles, um atrás do outro, com a esperança de que uma das aeromoças balançasse a cabeça afirmativamente, quando eu perguntasse: &quot;Sucre???&quot;&lt;br /&gt;
No último avião, logo duas aeromoças balançaram a cabeça. Interpretei isso como um bom sinal. E em algum lugar ao fundo, vi brilharem os cabelos vermelhos de Mirjam. Sinal melhor ainda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E então, estamos aqui. Que bom. Depois de trocar quatro vezes de avião. Poderíamos logo ter feito o trajeto via Austrália! Puxa, e aqui na América Latina nem podemos juntar milhas!!</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8432.html</link>
		</item>
		<item>
			<title>Os taxistas são críticos profissionais</title>
    		<description>Depois de dez dias, deixamos o Paraguai seguindo viagem para a Bolívia – esses são os dois únicos países da América Latina sem litoral marítimo.&lt;br /&gt;
Carlos nos leva até o aeroporto – e me cobra a promessa. Tínhamos combinado que eu lhe diria as minhas impressões sobre o país – depois de ele ter me pintado um quadro bastante negro e negativo do Paraguai, no dia da minha chegada.&lt;br /&gt;
A verdade é que de corrupção, o problema que mais assola este país, não pegamos nada. Mas conhecemos, sim, um país que ainda tem um longo caminho pela frente, para superar a pobreza, presente em toda parte, disfarçada em muitas formas. Carlos fica tranquilo com a resposta. &quot;Vê que eu tinha razão?&quot;, me diz, com ar de triunfo. Porém logo acrescenta: &quot;Bem, apesar de tudo isso, de que foi que você mais gostou no Paraguai?&quot; Não consegui entrar em detalhes, pois estávamos chegando ao aeroporto. Entretanto, lhe resumi que levava comigo muitas recordações boas do país. Isso o deixa contente: &quot;Então, fico seguro que vocês voltarão. Sim, nem tudo é ruim, aqui&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas horas mais tarde, chegamos à Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia. Desta vez, o taxista se chama David – o resto é um &quot;déjà vu&quot;: David aproveita cada um dos 20 minutos de duração do percurso do aeroporto Viru Viru ao hotel para deixar-me claro que com este governo Santa Cruz só tem sofrido, que o presidente só está interessado no poder, que todos são corruptos... a história se repete.&lt;br /&gt;
</description>
    		<link>http://blogs.dw-world.de/Da-Terra-do-Fogo-a-Tijuana/bolivia/1.8403.html</link>
		</item>
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