29.09.2009  
     
 
Sucre e os dinossauros
 
  Sucre é impressionante. Sensacional. Linda e encantadora. Casas brancas em estilo colonial encontram-se por toda parte. Hoje tivemos uma entrevista com o presidente da universidade, uma das mais importantes da América Latina.
Depois fomos visitar o parque dos dinossauros, o Parque Cretácico.
Pouco conhecido no exterior, mas é uma verdadeira sensação. Durante as obras para a construção de uma gigantesca fábrica de cimento, foram encontradas cerca de 5 mil pegadas de dinossauros, com mais de 68 milhões de anos.
Naquele tempo, os dinossauros atravessavam a planície em direção ao lago, em busca de água. Com o passar dos anos, formaram-se ali os Andes, de modo que as pegadas, originalmente em posição horizontal, ficaram dispostas verticalmente, em paredes de 160 metros de altura, e se pode admirá-las perfeitamente, a partir do lado oposto. Em nenhum outro lugar do mundo há tantas pegadas de dinossauros como aqui. Incrível! Incrível! Incrível! Uma coisa imperdível para quem visita Sucre!

No entanto, quem quiser vê-las precisa se decidir rápido. As paredes estão rachando e vão provavelmente desabar nos próximos dez anos, é o que se teme por aqui.

P.S.:
Cresci no campo e tenho o senso de orientação infalível de uma escoteira valente. Mas aqui nesta cidade estou irremediavelmente perdida, tão complicados são os caminhos. Tudo é branco, colonial e muito, muito limpo.
Também não consigo me orientar pelo sol. Como estamos no hemisfério sul, ele gira na outra direção, de algum jeito. Ao meio-dia está no norte, não no sul, como na Alemanha. E por não estarmos muito longe do equador, na verdade, ele não está ao Norte, mas sim a pino no céu. Pois bem, então vou atrás dos outros...
 
 
 
Tanja Blut 29.09.2009, 23:22 # 0 comentários
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  29.09.2009  
     
 
Sucre – berço da história
 
  Sucre – berço da Independência da América Latina. Foi aqui onde há 200 anos, precisamente no dia 25 de maio de 1809, se lançou o primeiro grito de liberdade, dando início, em toda a América Latina, ao processo de independência em relação à Espanha.
Em Sucre respira-se essa história a cada passo. O centro histórico da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade em 1991, é um verdadeiro museu ao ar livre.



No entanto, a cidade não permaneceu no passado. Sede da segunda universidade mais antiga do continente americano, a de San Francisco Javier de Chuquisaca, fundada em 1642, ela dá a impressão de ser uma cidade estudiosa. E não é só nas salas das escolas e da universidade que se aprende.



Na faculdade de línguas visitamos o curso de alemão, onde os estudantes do primeiro ano lutam com as regras da gramática e com o vocabulário... e também um pouco com detalhes da geografia. À pergunta "que cidades da Alemanha você gostaria de conhecer", um dos alunos responde, sem pensar duas vezes: "Amsterdã!"
 
 
 
Mirjam Gehrke 29.09.2009, 01:09 # 0 comentários
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  28.09.2009  
     
 
Voo perdido!
 
  Normalmente, o voo de Assunção (Paraguai) para Sucre (Bolívia) dura apenas uma hora. Mas nós precisamos de dois dias para chegar de A a B. Pegamos o avião em Assunção, até ali estava tudo bem. Mas então, começaram os imprevistos: o voo não iria direto para Santa Cruz ("surprise, surprise!"), onde deveríamos pegar a conexão para Sucre, mas sim para Cochabamba.
De lá, o voo seguiu para Santa Cruz. Mas dali, não pudemos mais continuar a viagem para Sucre, pois havíamos parado em Cochabamba. Portanto tivemos de pernoitar em Santa Cruz. No dia seguinte, às 10 horas da manhã, deveríamos voar para Sucre. Porém o voo foi cancelado. Portanto tivemos de voltar ao aeroporto às 5 horas para voar para La Paz. O melhor de tudo: da Alemanha, a DW havia gentilmente trocado as reservas para nós e pago o voo. Mas aqui, de alguma mameira, o pagamento feito da Alemanha foi interpretado diferente. Ou seja, não podíamos entrar no avião se não pagássemos novamente uma taxa bastante alta. Afinal, o trajeto era mais longo. Sem palavras.
Em La Paz, descemos do avião quase desmaiados. O aeroporto fica a 4 mil metros acima do nível do mar, o oxigênio no ar é escasso, caminhar aqui é como pisar sobre algodão. Sergio estava tão pálido, que teve de ficar 10 minutos com a máscara de oxigênio no pronto socorro. Achei a coisa tão interessante que quis fazer também.
Depois nos deram um chá de coca. Perfeitamente legal. Ele deixa a pessoa mais acordada – e, de alguma forma, um pouco mais contente, também.
Mais tarde conseguimos ainda o nosso voo para Sucre. Mas não sem problemas. Os outros tinham ido na frente, e eu tive de ir sozinha para a pista de decolagem. Ali havia três aviões para escolher, e ninguém que me dissesse qual deles voava para Sucre. Bem, entrei em todos eles, um atrás do outro, com a esperança de que uma das aeromoças balançasse a cabeça afirmativamente, quando eu perguntasse: "Sucre???"
No último avião, logo duas aeromoças balançaram a cabeça. Interpretei isso como um bom sinal. E em algum lugar ao fundo, vi brilharem os cabelos vermelhos de Mirjam. Sinal melhor ainda.

E então, estamos aqui. Que bom. Depois de trocar quatro vezes de avião. Poderíamos logo ter feito o trajeto via Austrália! Puxa, e aqui na América Latina nem podemos juntar milhas!!
 
 
 
Tanja Blut 28.09.2009, 22:54 # 0 comentários
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  27.09.2009  
     
 
Os taxistas são críticos profissionais
 
  Depois de dez dias, deixamos o Paraguai seguindo viagem para a Bolívia – esses são os dois únicos países da América Latina sem litoral marítimo.
Carlos nos leva até o aeroporto – e me cobra a promessa. Tínhamos combinado que eu lhe diria as minhas impressões sobre o país – depois de ele ter me pintado um quadro bastante negro e negativo do Paraguai, no dia da minha chegada.
A verdade é que de corrupção, o problema que mais assola este país, não pegamos nada. Mas conhecemos, sim, um país que ainda tem um longo caminho pela frente, para superar a pobreza, presente em toda parte, disfarçada em muitas formas. Carlos fica tranquilo com a resposta. "Vê que eu tinha razão?", me diz, com ar de triunfo. Porém logo acrescenta: "Bem, apesar de tudo isso, de que foi que você mais gostou no Paraguai?" Não consegui entrar em detalhes, pois estávamos chegando ao aeroporto. Entretanto, lhe resumi que levava comigo muitas recordações boas do país. Isso o deixa contente: "Então, fico seguro que vocês voltarão. Sim, nem tudo é ruim, aqui".

Algumas horas mais tarde, chegamos à Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia. Desta vez, o taxista se chama David – o resto é um "déjà vu": David aproveita cada um dos 20 minutos de duração do percurso do aeroporto Viru Viru ao hotel para deixar-me claro que com este governo Santa Cruz só tem sofrido, que o presidente só está interessado no poder, que todos são corruptos... a história se repete.
 
 
 
Mirjam Gehrke 27.09.2009, 20:49 # 1 comentário
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